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Análise: bom trabalho de Fernando Lázaro dá paz ao Corinthians para a escolha do novo técnico

Timão venceu a terceira seguida no Paulistão sob o comando do auxiliar permanente.

O Corinthians de Fernando Lázaro venceu o Ituano, o Mirassol e o São Bernardo, este último por 3 a 0 na noite de quarta-feira, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Paulista.

Mas além dos nove pontos na tabela, a sequência positiva tem uma outra consequência imediata: Duílio Monteiro Alves e seus aliados do departamento de futebol têm ganhado paz e tempo para analisar com calma quem será o novo treinador da equipe.

Imagine só o cenário com um Corinthians derrotado, numa sequência de tropeços. O presidente seria forçado a contratar o primeiro que aparecesse, desconsiderando competências e aceitando qualquer valor. Com o time vencendo e a torcida acalmada, a direção tem conseguido olhar prós e contras.

Mesmo assim, a tendência é de que um novo treinador seja conhecido até o fim da semana. O jogo contra o Botafogo, sábado, em Ribeirão Preto, pode ser o último do interino na função.

Mas é fato que o trabalho de Lázaro, hoje, é muito mais agradável aos olhos em relação ao que existia com Sylvinho. Pressionado desde sempre, o antecessor não conseguiu fazer um time com tantos talentos brilhar. Mais do que isso, tomou decisões quase sempre a contragosto do torcedor corintiano.

Lázaro tem feito, na medida do possível, o que dele se espera: escala o que o elenco tem de melhor, dá um jeito para que todos se encaixem no time, equilibra juventude com experiência, faz alterações pensando no bem-estar do elenco e, claro, tem conseguido vencer partidas com méritos coletivos.

Diante do Bernô, no jogo que marcou a escalação do quinteto mágico pela primeira vez, levou a campo um time numa espécie de 4-3-3, com Du na proteção, Renato e Paulinho pelo meio, com Willian aberto na esquerda, Giuliano aberto na direita e um Róger Guedes mais à frente, como referência.

Com uma marcação forte do adversário, o Timão fez um jogo só burocrático na primeira etapa, finalizando pouco. Mesmo sumido, Róger Guedes foi bancado para a metade final do jogo e, em dois lances, mostrou o faro de gol que lhe é característico. William, de pênalti, ainda fez o 3 a 0.

Num esquema que permitiu variações de posições de Renato, Giuliano e Paulinho, o Corinthians de Lázaro foi dominante, quase não tomou sustos e construiu um placar de festa dentro de casa. O adversário, embora tenha parecido fraco, é o líder do Grupo B, que tem o São Paulo.

Há méritos em Lázaro e há méritos no elenco, que tem reagido desde a demissão do antigo treinador. O crescimento de produção de Giuliano, por exemplo, é nítido. Há outros jogadores que também parecem muito motivados. Lázaro está bem no cargo e, futuramente, poderá ter novas chances.

Os resultados dão a paz momentânea que o Corinthians precisa para não errar em sua escolha.

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