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Atropelo do Palmeiras contra o São Paulo mostra o auge do trabalho de Abel Ferreira

Versão de 2022 da equipe alviverde recupera segurança defensiva e potencializa individualidades.

Não foi uma vitória qualquer. Nem tanto pelo título do Campeonato Paulista, o 24º na galeria do Palmeiras, e mais pela forma como foi. A incontestável goleada alviverde por 4 a 0 contra o São Paulo, no último domingo, foi mais um importante capítulo do excelente trabalho da comissão técnica liderada por Abel Ferreira.

O comportamento que faltou no jogo da quarta-feira (derrota por 3 a 1) foi visto do começo ao fim no Allianz Parque. Abraçado pela torcida, o Verdão sobrou contra o rival desde o primeiro minuto e construiu uma vitória sem sofrer sustos e com oportunidades desperdiçadas no campo de ataque.

Com uma formação titular consolidada e decorada entre os torcedores, o Palmeiras vive hoje o auge do trabalho de Abel Ferreira desde a chegada ao clube, em novembro de 2020.

A versão da equipe nesta temporada de 2022 recuperou a segurança defensiva, com ótima fase de Marcos Rocha e Gustavo Gómez, e voltou a mostrar versatilidade e intensidade no meio de campo, com Danilo e Zé Rafael marcando e se apresentando para o jogo.

Mesmo sem o tão esperado camisa 9, o Verdão ganhou maturidade coletiva e, acostumado com grandes decisões, potencializou as individualidades de jogadores como Dudu e Raphael Veiga, decisivos em mais uma conquista de título palmeirense.

Bola da vez entre críticos e torcedores, Abel Ferreira virou referência quando o assunto é liderar um trabalho bem sucedido no futebol brasileiro. O estilo, as variações táticas, o comportamento na beira do gramado até podem ser debatidos. Mas os números, não. Nem a capacidade decisiva que esse time criou nos últimos anos.

Em nove finais, foram cinco títulos e uma variedade de disposições táticas que só deveriam aumentar o respeito pelo projeto palmeirense.

Entre cobranças por futebol bonito e a eterna procura por um camisa 9, o Palmeiras de Abel construiu nos dois tempos da segunda final, mostrou velocidade, pressionou o São Paulo no campo de ataque até quando tinha um placar favorável por 3 a 0, sobrou em intensidade e, jogando junto com a torcida, deu um passeio.

O Verdão mostrou bola de todas as formas possíveis para se recuperar do péssimo jogo de ida e ser campeão. Mais uma vez. Mérito de Abel Ferreira e uma geração que coloca cada vez mais seu nome na história palmeirense.

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